STJD denuncia Lucca, Roth e dirigentes por reclamações a árbitros

São Paulo, SP

02-11-2016 20:18:33

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) acatou o pedido da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) e denunciou o atacante Lucca, do Corinthians, o técnico Celso Roth, do Internacional, o presidente do Atlético-MG Daniel Nepomuceno e o diretor de futebol do Coritiba Alex Brasil por causa de reclamações contra a arbitragem.

A decisão do STJD foi tomada com base em uma solicitação formal da Anaf, feita no dia 27 de outubro, que pedia punição a jogadores, dirigentes e ao treinador Celso Roth por causa de declarações consideradas ofensivas dirigidas aos árbitros.

 

Lucca treinou entre os titulares e é o favorito, mas Gustavo ainda briga para ser titular (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Lucca pode pegar de um a seis jogos de gancho por críticas à arbitragem no duelo contra o Flamengo (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

 

“A Anaf, que representa os árbitros, entende que as condutas perpetradas foram contrárias a disciplina e a ética desportiva, deixando claro, que os árbitros são idôneos e não tem a intenção de favorecer ou até mesmo a prejudicar qualquer agremiação na disputa do referido certame, houve acusações, ofensas, desrespeito e insinuações infundadas, que afrontam sobremaneira os artigos do CBJD”, escreveu a entidade em documento enviado ao STJD.

A Anaf também pediu sanções contra os mandatários do Palmeiras, Paulo Nobre, do Fluminense, Peter Siemsen, e do Figueirense, Wilfredo Brillinger, além de Diego Souza, meio-campista do Sport. O STJD, entretanto, não abriu denúncia para estes nomes por considerar que todos eles já foram julgados anteriormente por criticar a arbitragem.

Lucca, Celso Roth, Daniel Nepomuceno e Alex Brasil foram enquadrados no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), referente a conduta contrária à disciplina ou à ética esportiva. Em caso de condenação, a pena varia de um a seis jogos de suspensão para Lucca e Roth e de 15 a 180 dias para Nepomuceno e Brasil. O julgamento ainda não tem data marcada.

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