Gazeta Esportiva

Polícia Federal investiga possível desvio de verba do Bolsa Atleta

São Paulo, SP

18/08/17 | 11:01 - 18/08/17 | 11:14

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Havana, que tem como objetivo combater desvios no Ministério do Esporte. A PF irá investigar uma suposta quadrilha que teria inserido dados de "atletas fantasmas" no sistema do Ministério do Esporte para desviar recursos do programa Bolsa Atleta.

Em nota oficial, a Polícia Federal afirma que cumpre seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva. Alguns membros da quadrilha são brasileiros nascidos em Cuba, que tem como capital a cidade de Havana, que dá nome à operação.

"Atletas fantasmas" teriam sido utilizados por quadrilha (Foto: Roberto Castro/ME)

Segundo a PF, a quadrilha teria criado 25 atletas fantasmas. As fraudes ocorreram em 2012 e teriam chegado a valores milionários.

"No período de um ano, a quadrilha conseguiu criar 25 atletas fantasmas, inclusive de alto rendimento e nível olímpico. As fraudes teriam ocorrido no ano de 2012 e, de acordo com as informações encaminhadas pelo Ministério do Esporte, podem ter chegado a R$ 810 mil ou mais de R$ 1 milhão em valores atualizados", escreveu a Polícia Federal.

O programa Bolsa Atleta é mantido pelo governo brasileiro desde 2005, e é, segundo seu site oficial, o maior programa de patrocínio individual de atletas do mundo. Atualmente, o Ministério dos Esportes oferece bolsas em seis categorias: Atleta de Base, Estudantil, Nacional, Internacional, Olímpico/Paralímpico e Pódio. Cada categoria oferece 12 parcelas de um valor determinado, que vai de R$ 370 (Atleta de Base) até R$ 15 mil (Pódio).

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