Construtora Odebrecht nega risco a torcedores na Arena Corinthians

São Paulo, SP

02-11-2016 18:35:17

Depois do Corinthians se mostrar preocupado com o possível vazamento de água que estaria afetando a Arena Corinthians, a construtora Odebrecht, se posicionou sobre o assunto em comunicado oficial. A empresa, responsável pela construção da Arena, ainda em 2014, negou um possível deslizamento de terra no local e rechaçou riscos aos torcedores.

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"O estádio possui alvará de funcionamento e todos os demais laudos de segurança necessários a sua operação, emitidos pelos órgãos públicos que fiscalizam periodicamente as instalações locais, sem apontar nenhuma restrição", diz a nota oficial.

Para a partida de volta na Arena Corinthians, os santistas precisarão comprar seus ingressos na Vila (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Para a partida de volta na Arena Corinthians, os santistas precisarão comprar seus ingressos na Vila (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Segundo matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, o vazamento de mais de 10 milhões de litros d’água seria capaz de provocar um deslizamento que poderia atingir a via Radial Leste, diante do estádio, de forma catastrófica. Em fevereiro, a terra já chegou a ser escoada até a calçada da avenida.

A Odebrecht confirmou alguns problemas que a Arena sofreu durante os últimos anos, e afirmou que o vazamento de água constatado pela Sabesp em 2015 não tem relação com o problema encontrado na Arena neste ano. A empresa também confirmou que houve queda da parte do forro do estádio no último ano.

Confira a nota oficial publicada pela construtora Odebrecht:

A Construtora Norberto Odebrecht, em face de notícias sem fundamento sobre a construção da Arena Corinthians, vem esclarecer que sempre prezou pela qualidade dos seus trabalhos, utilizando as melhores e mais modernas técnicas construtivas em todos os seus negócios, não só no Brasil como em mais de 20 países onde tem presença.

A Arena, inaugurada em maio de 2014, sediou com sucesso grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo 2014 e jogos da Olimpíada 2016. Ao longo destes dois anos e meio de operação, dezenas de partidas de futebol e diversos outros eventos foram realizados, sem oferecer qualquer risco aos usuários.

Tanto que o estádio possui alvará de funcionamento e todos os demais laudos de segurança necessários a sua operação, emitidos pelos órgãos públicos que fiscalizam periodicamente as instalações locais, sem apontar nenhuma restrição.

Quanto às inconsistências do noticiário recente, vale apontar que:
- O referido vazamento de água constatado pela Sabesp ocorreu no início de 2015 e não tem relação com a erosão ocorrida um ano depois no estacionamento.
- O vazamento, de 2015, foi devido a um problema detectado em um registro localizado dentro de uma caixa de passagem, que fez a água escoar por uma tubulação de esgoto, instalada no mesmo local. Ou seja, não houve infiltração no solo.  Em nota, a Sabesp informou em 01/11/2016 que “esteve no local para inspeção e os técnicos constataram que a tubulação da Sabesp está em perfeito estado”.
- A erosão, de 2016, foi ocasionada por chuvas torrenciais e acima de qualquer expectativa na região, tanto assim que a seguradora do estádio foi acionada e ressarciu parte dos danos.
- Também não é verdade que exista um córrego passando por baixo do prédio, sem canalização. Foi executada uma rede de drenagem especifica para esse fim e está em projeto As Built (como construído) que foi entregue ao Fundo Imobiliário ainda no ano de 2015.
 - Quanto aos pontuais descolamentos de placas de granito das paredes, estão sendo avaliadas as reais causas de modo a impedir novas ocorrências dessa natureza. A construtora instalou mais de 30 mil metros quadrados desse material em pisos e paredes do estádio, sem o registro de nenhum problema relacionado à má instalação.
- Houve sim, há mais de um ano, queda de parte do forro em área restrita da Arena, e a Construtora tomou todas as medidas necessárias para corrigir o fato e garantir o acesso dos torcedores ao local sem quaisquer riscos.
- Não procede a informação de queda de placas de Techlan das fachadas no gramado ou na arquibancada.
Todos os trabalhos realizados na Arena tem as respectivas ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica), que servem para testar a responsabilidade do executor. O CREA fazia visitas quinzenais à obra, verificando inclusive as mais de 200 ARTs assinadas por engenheiros ou arquitetos

Por fim, é preciso ainda esclarecer que a CNO garante a qualidade da construção, sendo responsabilidade do Fundo a sua manutenção.

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