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NFTs do bicampeonato: entenda para que servem as “figurinhas digitais” do Galo em parceria com a Betano

Os tokens não fungíveis (NFTs) no futebol são, em sua grande maioria, cards (figurinhas) digitais com uma espécie de certificado de originalidade e exclusividade a bens digitais, tornando o produto uma obra única. Isso acontece devido à tecnologia blockchain (cadeia de blocos), que é um sistema utilizado para armazenar e validar informações com o objetivo de eliminar a necessidade de um agente intermediário em transações financeiras. Isso também é a base de funcionamento das criptomoedas, como o Bitcoin.

Essas figurinhas digitais possuem imagem exclusivas dos clubes e seus jogadores, produzidos em quantidade limitada podem ser utilizadas em fantasy games – como o Cartola – e/ou apenas para coleção. Os cards, ao serem adquiridos, podem sofrer variações de preços e serem comercializadas em marketplaces, como da Crypto.com. Elas também dão ao seu comprador experiências exclusivas oferecidas pelos clubes e seus parceiros.

Em comemoração à conquista do bicampeonato brasileiro, o Atlético-MG e a casa de apostas Betano, patrocinadora máster do clube, lançaram no dia 20 de dezembro a primeira coleção de NFTs em que todos os tokens dão acesso a produtos e experiências físicas, entre elas uma visita ao centro de treinamento do clube, assistir um jogo no gramado do Mineirão e até mesmo “bater uma bolinha” com os craques do clube.

A ação durou até 27 de dezembro, e, no período, ofereceu os NFTs em três diferentes níveis de recompensas, na plataforma Crypto.com. Os itens são simbolizados por uma “figurinha” digital, cada uma diferente para cada edição e valor.Silver edition: essa categoria possuía 50 colecionáveis com o preço fixo de US$200 (R$1.127). Quem comprou essa NFT vai ter acesso a vídeos personalizados dos jogadores, notícias exclusivas e artigos oficiais do clube. De acordo com a Crypto.com, essa categoria se esgotou em poucos segundos no primeiro dia de vendas;

• Golden edition: Essa categoria foi um leilão, que ficou ativo entre os sete dias da ação, de apenas 4 NFTs. O lance inicial era de US$5.000 (R$28.175) e oferecia encontros com os jogadores do Galo, visitas à Cidade do Galo (centro de treinamento), passagens aéreas e hospedagem por três noites em Belo Horizonte;
• Betano effect: O nível mais alto da coleção, com uma NFT única e exclusiva. O vencedor do token será decidido por meio de uma “missão” no site da Betano, que consistia em confirmar a participação no site da casa de apostas, fazer uma aposta no seu esporte favorito e torcer para que a sua aposta tenha sido a de maior odd. O vencedor poderá passar um dia completo na Cidade do Galo, jogar futebol com os atletas alvinegros, ganhar um ano do programa de sócio torcedor do clube já pago, uma camisa oficial do Galo, ingressos VIP para o Mineirão, passagem e estadia pagas em BH, visita ao futuro estádio do Galo e um motorista particular para viver todas as experiências sem se preocupar.
“Acreditamos que os tokens não-fungíveis serão no futuro passes que desbloqueiam experiências no mundo físico e é isso que estamos trazendo aqui. O Atlético lidera o movimento cripto na indústria esportiva brasileira e essa ação inovadora é mais um passo que damos para consolidar o Galo como referência”, afirmou Felipe Ribbe, Gerente de Inovação do Atlético-MG, ao site oficial do clube.

Os NFTs no futebol brasileiro e europeu

O Corinthians, em 5 de novembro, foi o primeiro clube brasileiro a lançar uma campanha de NFT por aqui. A ação foi no aplicativo para smartphones da Socios.com, em parceria com a Chiliz – empresa líder no uso de blockchain para entretenimento e engajamento no esporte -, foram lançados 100 tokens não fungíveis do tipo “tempo real”, que pretendia eternizar momentos do jogo contra o Fortaleza, vendidas após a partida.

Os NFTs eram cards com imagens da partida e foram comercializadas logo após o término do jogo. O valor de cada um dos tokens era de R$75. No entanto, tiveram prioridade para compra os torcedores que acertaram o placar da partida – 1 a 0 para o Timão – no “bolão” disponibilizado pela plataforma.

O clube paulista se baseou no Milan, da Itália. O clube onde joga o craque sueco Ibrahimovic foi o “inventor” dos NFTs em tempo real. Outros grandes clubes do futebol mundial como o Real Madrid (Espanha), Juventus (Itália) e Liverpool (Inglaterra) também decidiram explorar ainda mais a paixão de seus torcedores e passaram a atrelar suas imagens nesses produtos digitais nos últimos meses.

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Rafael Dornas
Jornalista esportivo com muita experiência em futebol nacional e internacional, conhece como poucos o mundo das apostas esportivas e busca sempre informações exclusivas para os leitores.