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Lisca no Santos: Estatisticamente, briga para não cair?

A chegada de Lisca no Santos foi turbulenta. Nada muito a ver com o Peixe, mas mais pela forma como o treinador deixou o Sport, em uma passagem tão rápida que só conseguiu ficar marcada pelos atritos entre ele e a diretoria do Leão da Ilha. E turbulência é tudo o que o time da Baixada Santista não precisa para 2022.

Nos primeiros meses do ano, o Santos foi muito mal no Paulistão e chegou a correr um risco real de ser rebaixado à Série A2 da competição. Apesar da classificação na fase de grupos da Copa Sul-Americana, que amenizou um pouco o clima, a eliminação precoce – e surpreendente – para o Deportivo Táchira, da Venezuela, voltou a ligar o sinal de alerta.

Isso porque a situação no Brasileirão não é das mais animadoras para Lisca e seus atletas. Na 9ª posição, no momento, a situação do Santos não é de desespero, mas está longe de oferecer um futuro promissor (pelo menos por enquanto). E a pergunta que fica é: o novo treinador consegue trazer esperança no segundo semestre?

Para responder a essa e outras questões, separamos números recentes de Lisca e do próprio Santos e vamos tentar entender o que o torcedor pode esperar ainda nesta temporada 2022 (e como isso mexe com a forma em que você aposta no Peixe). Venha com a gente!

Os números de Lisca na carreira

De acordo com levantamento do portal oGol.com, Lisca tem (já contando três partidas no Santos), 333 jogos como treinador de futebol profissional em sua carreira. São 138 vitórias (41,4%), 105 empates (31,5%) e 87 derrotas (26,1%). Se os números não são tão impressionantes assim, não podemos dizer que seu retrospecto é ruim. Ao menos, o treinador costuma deixar um saldo positivo nos times por onde passa.

Por falar neles, já são 14 os times treinados por Lisca. Além do Santos, o currículo do técnico conta com Luverdense, Juventude, Sampaio Corrêa, Náutico, Internacional, Joinville, Guarani, Paraná, Criciúma, Ceará, Vasco, América-MG e Sport.

Destes, apenas no Naútico (60), América-MG (78) e Ceará (82) Lisca passou dos 50 jogos no comando técnico das equipes. Em todos os demais, o treinador registra passagens bem breves e que não necessariamente deixaram lembranças boas aos torcedores.

Como isso afeta o Santos?

O Brasileirão está na 21ª rodada, portanto, faltam 18 jogos para o fim da temporada da última competição que restou para o Santos (também foi eliminado na Copa do Brasil, caindo para o Corinthians nas oitavas de final). Se utilizarmos a porcentagem de aproveitamento de Lisca na carreira, em que posição o Peixe terminaria na competição?

Neste cenário, o Peixe conquistaria sete vitórias, seis empates e cinco derrotas nos 18 confrontos que restam. Isso equivale a 27 pontos, que somados aos mesmos 27 que tem no momento, dão 54 pontos.

No ano passado, essa pontuação foi suficiente para levar o Fluminense para a Pré-Libertadores desta temporada, assim como foi o que o próprio Santos conseguiu em 2020 e que também levou o Peixe para a fase preliminar da competição sul-americana. A questão é que 54 pontos ficam bem no limite entre conseguir isso, no máximo, ou apenas uma vaga para a próxima Copa Sul-Americana.

Tempo pode ser um problema para Lisca

O histórico de Lisca mostra que com tempo ele faz um bom trabalho. Ceará e América-MG são exemplos recentes disso. Mas podemos dizer o mesmo das passagens por Náutico e Juventude. Em todas essas quatro, o treinador deixou o cargo com mais vitórias do que empates e derrotas.

O problema é que a situação atual do Santos não é das mais calmas e a cobrança por resultados imediatos pode culminar em uma passagem curta do técnico pela Vila Belmiro. Se ele tiver tempo, quem sabe, pode até mesmo fazer uma campanha melhor do que o esperado e levar o Santos para a Libertadores de forma direta (ainda mais com seus concorrentes envolvidos em várias competições).

E o risco de rebaixamento?

Olhando para os números de Lisca na carreira, é difícil imaginar que o Peixe sofra risco de rebaixamento. Nos últimos anos, 42 pontos foram quase sempre suficientes para que um time permanecesse na Série A do Brasileirão. Mas, vamos pensar em 44 pontos, pois é um número mais seguro.

Neste caso, o Santos precisaria somar mais 17 pontos. Levando em consideração apenas o retrospecto do Peixe em casa na temporada, dá para imaginar em 12 pontos nos oito jogos que restam para fazer na Vila Belmiro. Para fugir do rebaixamento, bastariam alguns poucos pontos como visitante para assegurar a permanência na elite do Campeonato Brasileiro.

Por isso, é muito improvável que o Santos brigue para não cair. Para isso, teria de fazer um segundo turno muito ruim, usando como base os retrospectos de Lisca e do próprio Peixe no Brasileirão. Se for para acontecer alguma frustração, é mais provável que ela seja não se classificar para a Pré-Libertadores de 2023.

Os números recentes do Santos

Em 2020 e 2021, o Santos terminou o Brasileirão em 8º e 10º, respectivamente. Pelas nossas contas, é bem por aí que o Peixe deve terminar mais uma temporada do Campeonato Brasileiro, agora sob o comando de Lisca. Nas duas temporadas, o que pesou demais foi a instabilidade da equipe.

O Santos vem tendo muitos problemas para ser forte em casa. Em 2022, venceu só 48% dos jogos que fez em casa. Para se ter uma ideia, o Palmeiras tem 85%, o São Paulo tem 69% e o Corinthians tem 65%. Isso faz com que o Peixe dependa de boas atuações como visitante para somar pontos, mas a realidade tem sido diferente.

Em 23 jogos como visitante no ano, venceu apenas quatro vezes, sendo só uma delas pelo Brasileirão (2×1 diante do Juventude). O problema é que esses números estão se repetindo desde 2020, um padrão perigoso para o Peixe.

Como a parceria Lisca e Santos mexe com mercados de apostas?

Lisca é um treinador bem versátil. Em seu currículo, encontramos times bem ofensivos (América-MG de 2021 é exemplo disso com algumas boas goleadas), mas em quase todos os trabalhos do treinador vemos uma característica de defesas muito sólidas. Aliás, os números de gols marcados pelos últimos times treinados por ele não são tão expressivos.

Portanto, o que podemos esperar no Santos? Um time que tome menos gols em jogos com placares mais magros. Na verdade, isso já está acontecendo. Neste Brasileirão, o Santos tem a 2ª melhor defesa da competição, mas apenas o 10º melhor ataque. É o casamento perfeito, pelo menos no momento, para ambos os lados.

Mercado de ambas as equipes para marcar

Esse é um mercado “perigoso” no Brasileirão e que se torna ainda mais difícil de prever quando envolve algumas equipes. Para se ter uma ideia, neste segundo semestre Lisca tem seis jogos à beira do gramado (quatro no Sport e dois no Santos). Apenas em um deles (Santos 2×2 Fluminense), ambas equipes marcaram na partida.

Isso mostra como a tendência em partidas do Peixe com Lisca é de poucos gols (em quatro jogos com o Sport, empatou três por 0x0). E isso tem um impacto grande em outro mercado!

Total de Gols do Jogo

A média de gols do Brasileirão 2022 é de 2,35, uma média baixa se compararmos o Campeonato Brasileiro com os principais campeonatos de pontos corridos da Europa (a maioria está próxima de 3,00 ou até supera). Com raras exceções, como em partidas do Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, é bom não apostar em muitos gols nos jogos.

Quando estamos falando de duelos envolvendo o Santos, é mais seguro ainda apostar em partidas com raras bolas na rede. Quando estiver na dúvida de qual linha escolher nesse mercado, sempre dê atenção ao “abaixo/menos de 2.5 gols”, ou seja, até dois gols no duelo.

Total de Gols do Santos

Nos trabalhos de mais sucesso de Lisca na carreira, seus times ficaram com média de 1,5 gol por partida. Em 2022, a média de gols por partida do Santos é de 1,24. Portanto, quando quiser apostar no total de gols do Peixe em um confronto do Brasileirão, pense em, escolher a linha “acima/mais de 0.5”. Para um palpite mais “arriscado” dá para projetar a linha “acima/mais de 1.5”, mas isso depende muito do contexto da partida.

Mercado 1×2 (resultado do jogo)

Esse é um mercado bastante popular, mas é bem difícil estabelecer um padrão. Como mostramos, Lisca costuma vencer quase 45% dos jogos que faz com seus times e o aproveitamento sobe quando falamos de partidas como mandante. Portanto, vale analisar essa opção quando o duelo for na Vila Belmiro.

Quando for fora de casa, precisamos ter bastante atenção. Não muito por conta do treinador, mas por conta do contexto. O Santos tem um desempenho muito ruim fora de casa na temporada e no Brasileirão. É bem difícil resolver isso em um curto espaço de tempo, portanto, a instabilidade deve se manter.

guilherme raia
Guilherme Raia
Fascinado por competições esportivas, esse jornalista respira esportes. Produtor de conteúdo há mais de 7 anos, está sempre em busca de dados, estatísticas e boas histórias para contar.