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As probabilidades de aposta para um gol de falta no Brasil

Raphael Saavedra
Atualizado em 11/10/23
info-verde
Publicado em 28/02/22
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O gol de falta está cada vez mais raro no futebol brasileiro. Essa impressão é compartilhada pelos torcedores mais saudosistas, que lembram dos golaços de Zico, Éder Aleixo e outros grandes batedores da nossa história. Mas as estatísticas comprovam essa diminuição na precisão entre os jogadores do país.

Em poucos anos, o número de gols de falta no Campeonato Brasileiro caiu mais de 50%. Aquela sensação de que uma infração cometida perto da área poderia se transformar em um gol do adversário deixou de ser uma grande preocupação.

Nesse sentido, os apostadores esportivos devem levar isso em consideração antes de apostar em um gol de falta nos jogos.

Existem mercados, por exemplo, em que você pode escolher a forma do próximo gol. As odds são atrativas e têm ótimos retornos potenciais, mas a realidade é que são muito difíceis de terminarem em green.

Confira um resumo do gol de falta no futebol nacional, incluindo a Seleção Brasileira, e veja seu impacto na hora de fazer apostas!

Gols de falta em queda no futebol brasileiro

As estatísticas deixam claro: o número de gols de falta está em queda constante no Brasil. Desde o início da última década, eles caíram basicamente pela metade, o que indica uma ausência de especialistas nesse aspecto e também a má pontaria dos nossos jogadores.

Em 2013, foram 46 gols de falta no Campeonato Brasileiro. Na média, os times marcaram 1,2 gol dessa forma por rodada. Já em 2020, foram 16 no total. Ou seja, os times necessitavam de até três rodadas para conseguir acertar um tiro livre direto.

Essa é uma tendência confirmada pelas estatísticas e pela impressão dos torcedores. Atualmente, é difícil listar jogadores brasileiros que se destacam nas bolas paradas. Temos grandes batedores de pênaltis, é verdade, mas fora da área a qualidade diminuiu.

Brasileirão 2021 teve leve aumento em gols dessa forma

O Brasileirão 2021 trouxe uma boa notícia para os fãs de gols de falta. Em comparação com a edição anterior, houve um aumento de 25% nos gols marcados em bolas paradas diretas. Foram 20, em contraste aos 16 da edição de 2020. Os dados foram levantados pelo UOL.

O Atlético-MG foi o time com mais sucesso nas cobranças de falta, com três gols marcados. Isso representa 4% dos 67 gols marcados pelo Galo em todo o campeonato. O restante das equipes fez dois ou menos gols de falta.

Por sinal, entre os 20 times, sete não marcaram nenhum gol nesse tipo de lance. É um retrato claro de que os times podem ter bons finalizadores e grandes artilheiros na área, mas a bola parada está dependente de especialistas que colocam o time adversário em perigo quando ocorre uma infração perto da área.

Batedores de falta estão em extinção no país

A carência de batedores de falta no Brasil chega a ser surpreendente, porque o país sempre teve grandes nomes. Não precisamos ir muito longe para citar ídolos que eram extremamente precisos nos tiros livres e se consagraram com golaços.

Na história recente do futebol brasileiro, dois nomes têm grande destaque: Juninho Pernambucano e Marcelinho Carioca. O primeiro era tão bom nas bolas paradas que ganhou até música da torcida do Vasco, em referência ao título da Libertadores: “gol do Juninho, monumental”.

O grande diferencial de Juninho era a sua forma de bater na bola, que deixava os lances perigosos mesmo distantes do gol. Os números são impressionantes: durante a sua passagem pelo Lyon, ele fez 100 gols, sendo que 44 foram em cobranças de falta.

Já Marcelinho Carioca, maior artilheiro da história do Corinthians, tinha um arsenal parecido. De perto ou de longe, ele colocava um efeito na bola que dificultava demais a vida dos goleiros. Seu apelido de “Pé de Anjo” veio justamente da sua precisão nas faltas.

Anteriormente, outros nomes entraram para a história nesse aspecto, como Zico e Neto. O Galinho fez 62 gols de falta na carreira, a maioria no Flamengo. É até injusto montar uma lista de melhores cobradores, porque podemos cometer alguma injustiça.

Hulk foi destaque na temporada passada

Artilheiro do campeonato, Hulk foi o único atleta a marcar dois gols de falta no Brasileirão. Ele teve sucesso em cobranças contra o Corinthians e o Fluminense — essa última ainda desviou na barreira antes de encobrir o goleiro adversário. Ele também foi o que teve mais cobranças no total (22).

Enquanto isso, Marinho, que é conhecido pelas finalizações potentes de fora da área, teve 21 oportunidades e não converteu nenhuma. Lucas Crispim (12) e Vina (11) foram outros que tiveram um número considerável de chances, mas passaram em branco no torneio.

Por outro lado, o meia Andreas Pereira, do Flamengo, impressionou com um golaço de falta, que entrou para a lista dos mais bonitos do Brasileirão. O problema é que esse foi o único que ele acertou, então ainda não sabemos se foi um caso isolado ou se ele pode se destacar neste departamento nos próximos anos.

Seleção Brasileira também é carente no setor

A ausência de gols de falta não é uma exclusividade do futebol brasileiro. A Seleção também não conta com um especialista e sofre para converter as cobranças. Entre 2014 e 2019, a equipe passou 72 jogos sem comemorar um gol desse tipo.

A série começou com um gol de Neymar, em amistoso contra a Colômbia (2014) e só terminou em 2019, quando Philippe Coutinho balançou as redes contra a Coreia do Sul. Ambos foram marcados em amistosos, porque em jogos oficiais a mesma Colômbia foi vítima de David Luiz, durante a Copa de 2014.

O camisa 10 da Seleção Brasileira marca seus gols de falta (tem alguns por Barcelona e PSG), mas não consegue repetir o mesmo sucesso com a camisa amarelinha. Enquanto isso, jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos já abandonaram os gramados e deixam saudades nas suas batidas.

É difícil encontrar uma única explicação para esse fenômeno. A intensidade dos treinos aumentou, então os atletas não têm mais tempo para treinar centenas de cobranças diariamente.

Ao mesmo tempo, o nível dos goleiros também é mais alto, com destaque para o posicionamento e os reflexos. Assim, os gols de falta estão cada vez mais raros.

Impactos nas apostas esportivas

O gol de falta está em extinção no Brasil, é verdade, mas não é o único. Em geral, o número de gols é mais baixo do que em outros países. O Brasileirão 2021 terminou com uma média de 2,22 gols por partida. Foram 842 bolas na rede em 380 jogos disputados.

Na comparação com outras ligas nacionais, ficamos bem atrás. A Itália, por exemplo, que é conhecida por ser um futebol mais físico e defensivo, terminou com média acima de 3 gols por jogo na temporada 2020/2021.

A Bundesliga, da Alemanha, também ultrapassou a marca na mesma temporada (3,03), enquanto a Eredivisie, da Holanda, teve 2,99 tentos por partida. A mesma tendência foi observada na Ligue 1 (França), Premier League (Inglaterra) e La Liga (Espanha).

Não é possível fazer uma relação direta com o gol de falta, mas fica claro que os recursos para marcar gols são menores por aqui. Isso impacta diretamente nas apostas esportivas, porque o mercado de over/under de gols é um dos mais procurados pelos jogadores.

Quando falamos das cobranças de falta, fica ainda mais difícil acertar uma aposta nesse tipo de gol. Só para ter uma ideia, nos jogos da Liga Europa, as cotações para o primeiro gol serem de falta ficam na casa dos @22.00. Assim, nos jogos do Brasileirão, as odds devem ser ainda maiores, com chances remotas de acerto.

Mercados de gols de falta

Os mercados de falta não são tão conhecidos e variam em cada casa de aposta. Apesar disso, é possível encontrar opções para tentar lucrar com as bolas paradas. Como citamos anteriormente, a forma dos gols é uma alternativa mais comum, mas existe uma grande tendência da finalização com a bola rolando ser o palpite certeiro.

Em geral, as odds para esse tipo ficam abaixo de @1.50, com boas chances de acerto. O mais curioso é que o gol de falta, na visão dos sites de apostas, costuma ser mais raro do que o gol contra, porque suas cotações são maiores. Isso ilustra a dificuldade do green nesse tipo de aposta.

Uma alternativa mais avançada são os mercados especiais, que aparecem em jogos específicos. Um exemplo é o “Gol de Falta? Sim ou Não”, em que você define se terá um cobrança de falta certeira naquela partida.

Porém, como as estatísticas nos mostram, o gol de falta é uma raridade no futebol brasileiro. Portanto, se você gosta de procurar mercados diferentes para apostar, o tiro livre direto não parece ser um evento muito interessante para lucrar no futebol.

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