Atletismo/São Silvestrinha

Multicampeã, mineira vence na categoria 16 anos e se inspira na mãe

São Paulo, SP
17/12/2016 19:13:23 — 18/12/2016 09:08:18

Em: Atletismo, Mais Esportes, São Silvestrinha
Maria Fernanda venceu a São Silvestrinha pelo terceiro ano consecutivo (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press)
Maria Fernanda Pelozi venceu a São Silvestrinha pelo terceiro ano consecutivo (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press)

A mineira Maria Fernanda Pelozi não cansa de colecionar títulos na São Silvestrinha. A atleta, que representa a equipe de Poços de Caldas, foi a vencedora na categoria 16 anos feminino e repetiu as conquistas já alcançadas nos anos de 2014 e 2015.

Quando perguntada a respeito de seus ídolos, no entanto, a mineira prefere lembrar de suas origens. Filha de uma atleta de corridas de rua, Maria Fernanda diz que sua mãe é sua maior inspiração para seguir correndo. “A minha mãe (é minha maior inspiração). Ela já foi atleta por muitos anos da vida dela e ela que me colocou no atletismo. Então eu me baseio nela para vir aqui e trazer um bom resultado”, declarou.

Já acostumada com a disputa da São Silvestrinha, disputando a prova por dez oportunidades e vencendo em seis, Maria Fernanda mostra que pode ter um grande futuro no atletismo. A jovem, porém, não quer seguir carreira como corredora e busca novamente seguir os passos de sua mãe e virar professora de educação física.

“Vou planejar seguir correndo até o ano que vem. Aí depois eu faço 17 anos e começam a surgir coisas mais profissionais. E eu não pretendo seguir este caminho. Quem sabe talvez depois eu consiga seguir uma carreira baseada em exercício, educação física e esporte”, afirmou.

Maria Fernanda Pelozi possui um total de seis títulos na São Silvestrinha (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Maria Fernanda Pelozi possui um total de seis títulos na São Silvestrinha (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Mãe de Maria Fernanda, Joana Jeremias respeita a opinião da filha, mas admite que tentará convencê-la a se manter no atletismo. “Eu pretendo fazer ela mudar de ideia ainda. Ela é corredora de rua, aí foi para a pista e gostou. Mas a pista machucou ela um pouco. Agora ela fazendo 17 no próximo ano, não tem mais pista na minha cidade. Provavelmente ou ela volta para a pista ou para de correr. Mas eu torço para que ela não pare”, declarou a mãe. “A gente vai tentar, mas quando a pessoa quer é uma situação, mas quando não quer não adianta qualquer argumento”, completou.

Joana Jeremias, porém, fez questão de mostrar se orgulho pela filha. “É uma honra muito grande poder ver uma filha sua subindo no pódio em um lugar como São Paulo. A gente vem de Minas, que é um lugar sem patrocínio, e conseguirmos chegar aqui e colocar eles no pódio, é muito gratificante”, finalizou.