Tricolor consegue virada sensacional ante o Figueira e vê Libertadores perto

Tomás Rosolino - São Paulo, SP
28/11/2015 19:04:19 — 28/11/2015 19:47:39

Em: Campeonato Brasileiro Série A, Figueirense, Futebol, São Paulo
Thiago Mendes descolou um chute rasteiro a 10 segundos do fim e deu a vitória ao São Paulo sobre o Figueirense (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press)
Thiago Mendes descolou um chute a 10 segundos do fim e garantiu vitória (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press)

O São Paulo parecia estar destinado a ter uma tarde péssima para sua história, mas conseguiu uma virada improvável para quem acompanhou os 90 minutos da partida no Morumbi. Após levar a virada e ser vaiado constantemente pela sua torcida, a equipe foi para cima dos catarinenses, marcou um gol de cabeça com Kardec e, aos 48 minutos e 51 segundos de jogo, Thiago Mendes tirou um potente chute da cartola, no canto de Alex Muralha, dando uma resposta aos presentes ao Morumbi..

Com o resultado, o Tricolor permanece no G4, agora com 59 pontos, ganhando uma folga com relação ao duelo Fluminense e Internacional, às 19h30, no Maracanã. Caso os gaúchos, três pontos atrás, não vençam, o clube fica muito perto de uma vaga na Libertadores de 2016. Os alvinegros, por sua vez, que estavam próximos de se livrar de vez da degola, ficam com 40 pontos e podem ser alcançados tanto por Vasco quanto por Avaí, dois times na zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, a última desta edição do torneio, os comandados de Milton Cruz visitam o Goiás, no Serra Dourada, no domingo, dia 6. O Figueira, por sua vez, tenta ainda a sua provável cartada final para se livrar do rebaixamento contra o Fluminense, na mesma data, no estádio Orlando Scarpelli.

O jogo – Após um início lento, sofrendo para sair jogar, o São Paulo usou da qualidade técnica de seus atacantes para sair do aperto. Pato roubou a bola pela esquerda, acionou Luis Fabiano e o centroavante tabelou com Ganso. Mesmo dominando na dividida com Thiago Heleno, o camisa 9 conseguiu se equilibrar e, com um chute forte de direita, venceu o goleiro Alex Muralha. Na comemoração, beijo no símbolo e festa dos companheiros.

Aos 20 e aos 22, o Tricolor chegou bem perto de conseguir o segundo gol, mas a má fase pareceu entrar em ação. No primeiro lance, Rodrigo Caio cabeceou na pequena área e carimbou a trave de Alex Muralha, que já estava batido. No segundo, Michel Bastos concluiu boa jogada de Ganso, mas o arqueiro catarinense segurou firme a redonda.

Sem conseguir aproveitar seus dez minutos de bom futebol, o time da casa logo pagou pela péssima fase de sua zaga. Carlinhos e Lucão falharam, a bola chegou de Fabinho para Dudu e o avante deu um toque por cima de Rodrigo Caio para Clayton, livre por não ter sido acompanhado por Hudson. Denis ficou pregado embaixo das traves e aí ficou fácil para o bom atacante rival, que só tocou no canto e saiu para comemorar.

Essa foi a deixa para voltarem os protesto da torcida, acalmados desde então. Lucão, marcado pelas falhas no 6 a 1 ante o Corinthians, passou a ser vaiado a cada toque na bola. Hudson e Carlinhos, outros participantes do vexame, também ouviram alguns chiados ao tentarem jogadas, algo que persistiu forte até o intervalo.

Na etapa final, os anfitriões não conseguiram mostrar qualquer reação tanto à boa tática defensiva do Figueira quanto às críticas da torcida, que pediu raça desde o primeiro minuto. Nos 20 primeiro minutos, a melhor chance, por sinal, foi da equipe do Sul do país. Após boa jogada, Leandro Silva achou Dudu e livre dentro da área, mas o atacante pegou mal e mandou em direção a Clayton. O avante ainda finalizou na trave, mas estava impedido.

Assistindo ao desempenho ruim de seus comandantes, Milton Cruz foi para cima. Colocou Centurión e Alan Kardec no lugar de Pato e Bruno, respectivamente. Sempre efetivo, o camisa 14 não demorou muito a receber livre na frente de Muralha, mas acabou travado por Thiago Heleno na hora do chute. Quem não perdoou, no entanto, foi outro atleta de alto nível, apesar de dever muito na parte física. Carlos Alberto, ex-atleta até do próprio Tricolor, acertou lindo voleito após desvio de Marquinhos, que ganhou mais uma pelo alto na defesa são-paulina, fazendo um lindo gol.

Já impaciente, a torcida explodiu. Repetindo os gritos bradados do lado de fora do Morumbi, proferiu xingamentos a Pato, Michel Bastos e Lucão. Enquanto isso, os são-paulinos tentavam na sua técnica vencer a falta de confiança demonstrada a todo momento. Maior exemplo disso, Paulo Henrique Ganso quase marcou um golaço, mas seu chute colocado de direita, na entrada da área, apenas carimbou o travessão de Muralha.

Quando tudo parecia perdido, uma luz apareceu no fim do túnel com a cabeçada de Kardec, no canto de Muralha. O gol pôs fogo no jogo, que podia ter ido para os dois lados. Com Rafael Bastos, o Figueira perdeu dentro da pequena área um gol feito. O Tricolor retomou a bola, foi ao ataque e errou um cruzamento. Thiago Mendes, melhor em campo entre os tricolores, chutou quase caído e acertou o canto de Muralha, de muito longe, encerrando uma tarde inesquecível para os são-paulinos.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 3 X 2 FIGUEIRENSE

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 28 de novembro de 2015, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT)
Público: 20.034 presentes
Renda: R$ 511.591,00
Cartões Amarelos: Rodrigo Caio (São Paulo); Marquinhos, Juninho, Carlos Alberto e João Vitor (Figueirense)
Gols:
SÃO PAULO: Luis Fabiano, aos 11 minutos do primeiro tempo, e Alan Kardec, aos 46 minutos do segundo tempo, e Thiago Mendes, aos 49 minutos do segundo tempo
FIGUEIRENSE: Clayton, aos 28 minutos do primeiro tempo, Carlos Alberto, aos 30 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Denis; Bruno (Alan Kardec), Rodrigo Caio, Lucão e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes e Ganso; Michel Bastos (Auro), Alexandre Pato (Centurión) e Luis Fabiano
Técnico: Milton Cruz (interino)

FIGUEIRENSE: Alex; Leandro Silva, Marquinhos, Thiago Heleno e Juninho; Fabinho, João Vitor (Paulo Roberto), Yago (Rafael Bastos) e Carlos Alberto; Dudu e Clayton (Thiago Santana)
Técnico: Hudson Coutinho